terça-feira, 7 de junho de 2011

Voltando à essência

Acredito que Deus sempre está falando conosco, às vezes, acho que Ele grita para mim ou até mesmo desenha! Tem sido assim a minha relação com Deus! Eu amo saber que isso acontece, porque já cheguei pensar que Ele falava com todo mundo, exceto comigo.
Ontem, eu estava ouvindo uma de muitas pregações na internet da Dra. Edméia Williams, mulher que admiro muito pela sabedoria e conhecimento da Palavra de Deus, especialmente, pelo trabalho social que desenvolve há mais de vinte anos no Morro Dona Marta / RJ. Em síntese, a pregação era sobre a necessidade de “voltarmos ao início”. Perdemos o foco do que realmente é importante na nossa caminhada Cristã, ou seja, se não tomarmos cuidado podemos cair no ativismo e trocamos as prioridades. Com isso, lembro-me do Culto racional de Rm 12, que deveria ser nosso hábito, mas, acabamos fazendo concessões e nos abdicamos do genuíno ensino do Nosso Senhor Jesus.
Ainda nessa manhã, assisti a um vídeo em que o Pr. Lucinho da Igreja Batista Gestsemani responde aos milhares de boatos e comentários sobre sua atitude de quebrar uma guitarra no púlpito dessa igreja, para Jesus. Lá ele fala sobre a hipocrisia existente no Reino de Deus, em que as pessoas ficam tão preocupadas com os formalismos, comportamentos e posturas, tais quais os fariseus na época de Jesus. Ele começa, então, a fazer um paralelo entre a importância que damos a uma “guitarra quebrada” e o descaso em relação às “pessoas quebradas”! Ao invés de nos preocuparmos realmente com as pessoas, tornamo-nos semelhantes a Judas quando disse: “Por que não vender esse óleo caríssimo e dar o dinheiro aos pobres?”, como alguns disseram para ele fazer com a guitarra! Finalizando, o pastor nos relembra do verdadeiro Evangelho, usando a passagem de João 8, em que Jesus adotou postura contrária a dos fariseus que incriminavam a mulher pega em adultério, dizendo: “Nem eu a condeno, vá e não peques mais.” Sendo que, Ele é o único que pode atirar a primeira pedra e mesmo assim, não o fez. Hipocrisia... “coamos o mosquito e engolimos o camelo”!!!!
Abrindo um parênteses aqui, a respeito de João 8, desde quando estive na Oitava Presbiteriana no primeiro culto de jovens de 2011, esse texto me chamou a atenção na parte em que Jesus não condena a mulher adúltera. Foi tamanho o mistério de Deus que começava a ser revelado pra mim nesse dia que mesmo o Pr tendo passado para outros textos da Bíblia, eu continuei lendo e relendo essa passagem e me colocando no lugar dessa mulher! Dessa forma, meu entendimento referente ao amor de Deus pelo homem se aprofundou. Desse dia em diante, em toda igreja que chegava: Lagoinha, Getsemani ou até em vídeos da internet, o pregador em algum momento de seu discurso citava esse texto ou lia na íntegra. Já estava tendo crise de riso!
Por isso, como Deus estava gritando ou desenhando para eu entender alguma coisa, me dediquei à leitura dessa passagem por semanas. E o Espírito Santo ministrou muita coisa ao meu coração! Passei a ser mais tolerante e a exercitar mais o amor, ou seja, hoje posso estar no lugar de alguém que corrige e orienta, e, amanhã, posso estar no lugar de réu! Agora no lugar de quem perdoa, amanhã no de quem precisa do perdão. Somos humanos e nenhum de nós está isento de errar, dessa forma, não podemos nos afastar daqueles que compartilhavam de idéias e pensamentos conosco na igreja, de modo geral, nos nossos relacionamentos, e por um motivo ou outro, fizeram algo que não nos agradou e, assim, nos afastamos deles, sendo que, o comportamento da Igreja deveria ser exatamente o oposto! Orgulho? Formalismo? Fariseísmo contemporâneo? Faça a sua escolha!
E é tão interessante, o agir de Deus! Parece que houve uma sequência de fatos milimetricamente pensados por Deus, até chegar aqui na elaboração desse texto, ou até onde Ele quiser chegar com isso! Melhor não limitar o Senhor!
Disse isso, porque no mesmo dia acabei assistindo também, a uma pregação do mesmo Pastor Lucinho, o da guitarra quebrada, chamada “A tempestade, a cobra e a ilha”, que traz ensinamentos importantíssimos sobre seguir Jesus, de como Deus nos conduz, muitas vezes, através de fatos aos quais desejamos evitar. Entretanto, são instrumentos Dele para nos mudar, nos ensinar e até nos preparar para algo cuja realização depende do aprendizado advindo dessas circunstâncias.
E, assim, eu creio que é um dos significados do que a Palavra diz sobre “a vereda dos justos ser como a luz da aurora que vai brilhando, brilhando até ser dia perfeito”, ou então, que é “de glória em glória” que deve ser a nossa vida, isto é, precisamos ser melhores do que ontem, todos os dias! Sempre tem mais para Deus fazer em nós! O que não exclui de as dificuldades surgirem em nossa vida, nossos ministérios, nossas igrejas, relacionamentos familiares e/ou amorosos, enfim, situações desagradáveis. Pois, há um propósito em cada evento desses e devemos absorver tudo o que Deus quer nos ensinar através deles.



Muitas vezes, nos decepcionaremos com as pessoas que admiramos, receberemos rejeição por parte daqueles a quem investimos dedicação e fidelidade (até por longos anos). E, sem querer desanimá-lo, acrescento que isso também faz parte da nossa vida com Jesus, pelo fato, de Ele mesmo ter passado por isso. Recebeu a coroa dos homens, feita de espinhos, como disse o teólogo e blogueiro Jonas Cardoso em seu texto “Ouse se levantar”. Nos levando a reflexão que se o próprio Jesus, Reis dos reis, Filho unigênito do Deus Altíssimo passou por isso, qual direito temos nós de nos queixarmos dessas desventuras e desistirmos de segui-Lo?
Do que você tem desistido nos últimos tempos? Do seu chamado? Enxerga as falhas de todos ao seu redor? Nenhuma igreja é boa o suficiente para exercer seu ministério? E, assim, escolhemos igreja como fazemos com as empresas para trabalharmos. Passamos analisar os “benefícios oferecidos por elas ou qual delas apresenta “problemas” aos quais conseguiremos lidar, porque, nenhuma é perfeita, ou é, até que nos cansamos delas.
Então, chegamos ao ponto de considerar que lugar nenhum é digno de nós e de “nossos” talentos! E nos esquecemos do essencial, lá do princípio, nos tornamos fariseus, esquecendo-nos da cruz, do preço em seguir Jesus, de que Deus usa dessas situações também como forma de nos tratar e sondar a verdadeira motivação do nosso coração, conseqüência do fato de termos perdido a essência!
Para nós músicos, de natureza melindrosa, ou deveria suavizar dizendo “de natureza sensível”, isso é um fato. Perder a essência, nesse caso, traz como resultado desenvolver nossos ministérios profissionalmente, porque, já não há mais graça sobre nós, só fazemos o que fazemos porque é a única coisa para a qual somos habilitados a desempenhar na Casa de Deus. Só que, isso é ser “sepulcro caiado”, maneira como Jesus chamou os fariseus: por fora todos ornamentados “e, por dentro, estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia."!
É quando somos constrangidos por testemunhos como o do ministro da Comunidade Ipiranga, Davi Passimani, que ao voltar para Jesus, após ter se tornado alcoólatra aos dezessete anos de idade mesmo sendo filho de pastores, ao voltar para o Reino de Deus, se depara com uma igreja sem músicos, pois segundo ele, esses se achavam bons demais para estarem naquela igreja. Então, Davi, na sua profunda vontade de servir à igreja que o acolheu, passa a se dedicar à ministração do louvor, fazendo as duas únicas coisas que sabia fazer até aquele momento: tocar bateria e cantar, já imaginou? Até que em um desses dias de culto, ao ver seu pastor chorando de tão ruim que estava o louvor, chega em casa, numa quinta-feira, e faz um voto com o Senhor de que se Ele o ensinasse a tocar teclado até o próximo domingo, ele se dedicaria ainda mais a servir aquela comunidade. Deus responde. Por fim, isso é o que acontece quando Deus encontra um “verdadeiro adorador”, um que não se rendeu “aos manjares do rei” e não perdeu a Essência! Esse moço, inclusive, foi o mesmo que Deus usou para compor, tocando seu teclado com apenas seis dos seus dedos, a canção “Última chance”:

Uma chance igual a essa
Talvez eu não tenha mais
Quero estar em Tua presença,
Nem que seja a última vez
Se tiver que gritar, eu gritarei
Se tiver que chorar, eu chorarei
Se tiver que humilhar o meu espírito
Assim o farei, me dá mais uma chance
Eu quero nascer do Teu Espírito
Eu quero matar a minha carne
Fazer Tua vontade, doce Espírito
Que a minha vida seja Tua vida,
Jesus...



Para finalmente concluir, o que mais precisamos fazer é zelar pelo nosso relacionamento com Deus, uma vez que, o próprio Deus tem prazer em participar de todas as decisões relacionadas a nós. É através dessa relação e da nossa disposição em ouvir e obedecê-Lo que virá a capacidade para analisar e discernir qual o melhor caminho. Pois, como falei sobre os problemas que enfrentamos, muitas vezes, para o exercício dos nossos ministérios, em alguns casos, teremos sim que sairmos de onde estamos, mas só seremos felizes nisso se efetivamente estivermos no centro da vontade Deus.
Que sejamos achados por Deus como verdadeiros adoradores, que não perderam a “Essência da Adoração” nem se esqueceram das primeiras obras, que haja sempre em nosso coração uma disposição para pedir todos os dias ao Senhor: “Esconda-me na nuvem” e na “Fenda da Rocha”, para que exerçamos nossos ministérios na casa de Deus, não importando com os problemas do som, da qualidade dos músicos, do número de pessoas na “plateia”, se teremos aplausos ou não, porque todas as situações envolvidas nisso são toleradas se não perdermos a essência e o desejo de servir e obedecer em tudo, “Aquele que nos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz”!

Que Deus em Cristo nos abençoe.

Por que Deus nos deu talentos???



É preferível deixar esta vida a estar nela e não ver diferença nenhuma através da minha existência! Meu maior desejo é o de que todas as minhas habilidades inatas, desenvolvidas e/ou aprendidas sejam convergidas a Deus e redirecionadas ao mundo trazendo a SUA GLÓRIA para a SUA GLÓRIA!!!